Luta dos Tumbalalás

Luta dos Tumbalalás
"Sempre que você percebe a sociedade em conflito com a sua natureza, escolha a natureza, não importa o custo. Assim você nunca será um perdedor."

quinta-feira, 19 de maio de 2016

Território dos Tumbalalás

              Os Tumbalalá tem uma população com cerca de 1199 indivíduos que ocupam uma antiga área ao norte do estado da Bahia, com extensão de aproximada de 45.000ha entre os municípios de Curaçá e Abaré, na divisa com Pernambuco e às margens do rio São francisco.
              Tem-se por referência o pequeno e antigo povoado de Pambú, a ilha da Assunção e a cidade de Cabrobó. Área onde foram feitas inúmeras missões indígenas e colonização portuguesa. Formando um importante núcleo de atração e povoamento interior, formando nesse período, vilas e aldeias de índios cariri, fazendas de gado, grupos de índios nômades não reduzidos, mas contatados, e outros ainda sem comunicação com os colonizado.

  População e Território


GABRIEL HASSANN

quarta-feira, 18 de maio de 2016

                                Da Pedra da letra à Pedra na Mesa - Tumbalalá


       Relato dos Tumbalalás, a cerca de suas características próprias. 

Isabele dos Anjos da Costa
Larissa Ferreira de Carvalho
Amanda da Silva Bastos

Indígenas, a luta dos povos esquecidos - Caminhos da Reportagem


    O programa Caminhos da Reportagem, produzido pela Tv Brasil, viaja várias partes do país com o intuito de mostrar a resistência das tribos indígenas para permanecer na terra de seus antepassados. Nem todos o grupos os grupos conseguiram conquistar seu território, apesar de se reconhecerem como indígenas.

Isabele dos Anjos da Costa
Larissa Ferreira de Carvalho
Amanda da Silva Bastos



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quarta-feira, 4 de maio de 2016

                             Tumbalalás e suas línguas 


   Na comunicação os Tumbalalás se utilizam do português, sem variações com alguma relação a dialetos indígenas. Entretanto, eles representam algumas expressões relacionadas aos rituais religiosos remanescentes do cariri, uma linguagem muito comum entre os povos que habitavam o sub-médio São Francisco. Atualmente o cariri não é uma língua falada pela população local, e por tal motivo, não tem um estudo muito aprofundado nos dias de hoje, muito por causa da pressão cultural causada pelo homem branco e das culturas ocidentais. Palavras como ''pujá'', ''kwaqui'' e ''cataioba'' são exemplos de palavras remanescentes do cariri.

Pedro Henrique Simões Ribeiro

Fontes:

quarta-feira, 27 de abril de 2016

Indio é cultura não piada,mais respeito aos povos indígenas

“Para vocês verem, escutarem e pensarem”


    Em 2001, a Funai incluiu os Tumbalalás no quadro das comunidades indígenas reconhecidas e assistidas pelo Estado brasileiro, esse povo habita o sertão de Pambú, uma área na margem baiana.

FOTO: Sub-médio São Francisco ocupada por uma extensiva criação de gado bovino.


     Os tupinambás dominavam quase todo o litoral brasileiro. Atualmente existem dois núcleos de índios Tupinambá, no litoral da Bahia, abrigada na Mata Atlântica, com pouco mais de quatro mil indígenas.

Irmãs e seus filhos. Foto: Susana Viegas, 2004.

     A questão em destaque é o que estas duas comunidades têm em comum? A palavra ESQUECIMENTO, seria uma vertente , para definir a carência de baianos , irmãos de tribo que necessitam de ajuda e um olhar mais humano voltados para suas tribos , pois antes mesmo da Bahia ser  Bahia esses povos já habitavam esse território a margem rio São Francisco , O documentário chamado  Tupinambá ,Tumbalalá - Irmãos no Mundo. o primeiro documentário baiano da série Brasil Imaginário, mostra algumas das dificuldades enfrentadas no dia-a-dia dessas pessoas.

     “Para vocês verem, escutarem e pensarem”, a abertura do vídeo  é feito por uma senhora  tumbalalá de mais de sessenta anos , leva todos a uma reflexão  Entre os maracás chorosos do toré, o trabalho de Sebastián Gerlic registra o encontro de depoimentos interculturais provocando a reflexão sobre o trabalho, a diversidade e a resistência das duas tribos.


 Este documentário é a penas a imagem das histórias, dificuldades, sofrimentos e sonhos de esperança que cada índio passa na pele . São mais de quatro mil índios em cada tribo que continuam a lutar pelas suas terras e por respeito. O documentário funciona como ferramenta de divulgação para quem acredita no valor e no respeito dos povos indígenas merecem. Um grito por terra. Um suspiro de humanidade.

Todos os dias os indígenas devem ser  lembrados como verdadeiros donos deste território, pois não são folclore, ou coisa do passado.
                      São a  história viva, uma história de luta, sofrimento e resistência!



Amanda da Silva Bastos
Isabele dos Anjos da Costa
Larissa Ferreira de Carvalho

 FONTE: Tumbalalá: tupinambás, irmãos no mundo (https://www.youtube.com/watch?v=9N1xHnEfCIU)



terça-feira, 26 de abril de 2016

                                                   POPULAÇÃO 

     Não possui precisão a aferição do número de famílias que constituem a tribo indígena Tumbalalá, tendo em vista que está em andamento o processo de auto- identificação, e os critérios de pertença estão sendo elaborados internamente. 
     Em 2001, durante um processo de identificação étnica foram identificadas 180 famílias, no entanto, segundo dados fornecidos por lideranças, cerca de 400 famílias constituem a população Tumbalalá. Todavia, só haverá maior precisão em relação a esses números quando for finalizado o processo de regularização fundiária no território.

Larissa Ferreira De Carvalho 




Toré no terreiro da Missão Velha. Foto: Ugo Maia, 2001


Organização Social e Política

A tribo Tumbalalá, se divide em núcleos domésticos, que são autônomos e que se ajudam economicamente entre si através do plantio de “meia”, baseados em critérios de parentesco e de afinidade. Quando se fala em matrimônio, ocorre entre primos de algum grau, mas não é de fato uma regra. As famílias acabam por constituir núcleos endogâmicos que constituem hoje a base para a formação de unidades políticas diferentes entre os Tumbalalá, ainda que para se pertencer a um núcleo político, não existem critérios fixos e nem pelo parentesco.
A organização política da tribo indigena Tumbalalá, tem como figuras líderes: o cacique e o pajé. O papel de chefia é exercido pelo cacique, no que se diz respeito aos assuntos de interesse coletivo, atuando como articulador interno da mobilização coletiva e como representante externo, porém não tem importância na esfera doméstica das famílias.
Para compreender a formação política dos Tumbalalá, por meio de seus grupos políticos é necessário entender a importância que a atividade ritual do toré tem para eles. Os Tumbalalá edificaram sua história como uma comunidade indígena, diferente das demais tribos indígenas com quem mantém relações, através do espaço do toré, focando nesse ritual tanto no momento da revelação da aldeia tumbalalá pelos encantados nos anos 40, quanto no desenvolvimento político do grupo, e na mobilização coletiva no final dos anos 90.
A participação dos Tumbalalás em circuitos regionais de trocas de rituais e política é permitida pelo toré, que permitem a etnogênese Tumbalalá. Os encatados que participam dos rituais tumbalalá são oriundos de aldeias que os mesmos mantêm relações históricas, ou quando não são ex-lideranças destes grupos que “foram para o encanto”, e continuam a desempenhar seu papel de conselheiros, agora no plano sobrenatural. Devido ao fato da importância em relação ao domínio ritual, os grupos políticos tumbalalá são melhores entendidos enquanto núcleos político-rituais.
Existem dois núcleos político-rituais, que desenvolvem particularmente os rituais nos terreiros do toré da Missão Velha e do São Miguel, contudo, auxiliam-se politicamente nos pontos decisivos. Sua configuração política informal torna mais fácil o trânsito de pessoas entre eles, o abrandamento nos critérios de pertença e o baixo nível de conflito.

Larissa Ferreira de Carvalho
           Isabele dos Anjos da Costa