Luta dos Tumbalalás

Luta dos Tumbalalás
"Sempre que você percebe a sociedade em conflito com a sua natureza, escolha a natureza, não importa o custo. Assim você nunca será um perdedor."

quinta-feira, 10 de março de 2016

Amanda da Silva Bastos.


Pequeno trecho de uma dança típica da tribo Funil-ô de Pesqueira: maior reduto indígena do Nordeste.


Conheça um pouco mais sobre o estilo de vida dos Tumbalalás




Vídeo de introdução ao trabalho de Ugo Maia Andrade, estudo antropológico das tribos indígenas dos Tumbalalá, no interior da Bahia.

Amanda da Silva Bastos.

Índios do Nordeste brasileiro

                                                  Quem são? 

   Tumbalalá foi incluída em 2001 pela FUNAI (Fundação Nacional do Índio) como uma comunidade indígena. E está sob a supervisão do governo na qual é reconhecida e assistida pelo mesmo. Habita a região do sertão de Pambú, uma área na margem baiana do sub-médio São Francisco. Seu estudo linguístico recebeu forte influência de missões indígenas e da colonização portuguesa, sendo classificado como precário devido ao fato de ser todo baseado nas gramáticas feitas pelos missionários durante os séculos XVII e XVIII.
    Os Tumbalalás estão historicamente ligados a uma extensa rede indígena de comunicação interétnica, sendo, assim, parte e produto de relações regionais de trocas rituais e políticas que sustentam sua etnogênese no plano das identidades indígenas emergentes e os colocam no domínio etnográfico dos índios do Nordeste brasileiro.
O sistema ritualístico dos Tumbalalás está baseado no culto aos encantos e no uso de um tipo de Jurema (Pithecolobium diversifolium; Mimosa artemisiana) do qual se faz o "vinho" ingerido durante o toré. Os encantos, ou encantados – e ainda, mestres ou guias – tumbalalás são entidades sobrenaturais originadas do processo voluntário de "encantamento" de alguns índios ritual ou politicamente importantes, ao deixarem a existência humana, distinguindo-se dos espíritos produzidos pela inexorabilidade da morte. Neste caso eles são seres ontologicamente híbridos que transitam bem entre os homens e o sobrenatural porque não morreram – o que quer dizer que não assumiram completamente uma não-humanidade – e gozam de predicados inacessíveis a um humano. Também podem ser seres que sempre existiram e que mantêm comunicação com os homens por meio de sonhos ou quando se fazem presentes mediante um mestre de toré que os incorpore. O "encantamento" pode ser ainda um estado transitório permitido a alguns mestres competentes o suficiente para dominar forças sobrenaturais e adquirir capacidade polimorfa ou simplesmente tornarem-se invisíveis.



Amanda da Silva Bastos.
Isabele dos Anjos da Costa.

FONTES DE INFORMAÇÕES:
  • ANDRADE, Ugo Maia. Etnogêse e comunicação ritual no sub-médio São Francisco. In: ALMEIDA, Luís Sávio; GALINDO, Marcos (Orgs.). Índios do Nordeste : temas e problemas 3. Maceió : Edufal, 2002.

 As tribos indígenas do médio e baixo São Francisco. Rev. do Museu Paulista, São Paulo : USP, v.12, n.s., p. 37-71, 1960.